De dentro de mim

por Ana Karina Manson De dentro de mim grito, seco, vazio, silêncio. Me vejo de tão longe que não me alcanço. Estico o braço, As mãos, Em piedade. Nada. Não me ouço, não me vejo Nem sou. Busco em vão o que se perdeu Onde? Quando? Sem resposta… Encolho-me, pequena, inerte Palpita, dispara o coraçãoContinuar lendo “De dentro de mim”

Depois da chuva

Ana Karina Manson Hoje estou assim Esse tempo parado Sem sol, sem chuva, sem vento Sem Dia de silêncio, nem a TV  Pra fingir a pseudo presença  De todo dia Vizinhos mexendo concreto Será mais um muro? Já nem somos vizinhos Humanos estranhos Alguma coisa se foi com a tempestade Que nem vi Agora sóContinuar lendo “Depois da chuva”

o ser e o nada

Arlete Mendes- Tenho impulsos para o nada. Sou atraída pelo vazio que transpassa a silhueta das árvores, pelo canto ainda não ecoado dos pássaros e pelo desejo da palavra ainda não irrompida. Há uma força de empuxo que me leva para os vãos, para o vazio que há entre os seres, matéria constituinte da órbitaContinuar lendo “o ser e o nada”