Ser-tão

Texto publicado originalmente em 3 de junho de 2020. Arlete Mendes- Já disse, não sou paulista. Não adianta jogar mais essa carga em mim. Nunca fui, nunca serei. Os registros? Sim. Mas nem todo fato é um fato inteiro. Explico-lhe. São Paulo é um acidente em minha vida, assim como um dedo mindinho aleijado, osContinuar lendo “Ser-tão”

Ser-tão

Arlete Mendes – Já disse, não sou paulista. Não adianta jogar mais essa carga em mim. Nunca fui, nunca serei. Os registros? Sim. Mas nem todo fato é um fato inteiro. Explico-lhe. São Paulo é um acidente em minha vida, assim como um dedo mindinho aleijado, os dentes que faltam em minha boca, os amoresContinuar lendo “Ser-tão”

Memórias de Algodão

Jesuana Sampaio – Quando eu era criança e a minha família já morava em Fortaleza, nas férias, íamos ao sertão de Paramoti, no Ceará. Mainha, minhas irmãs e eu. Mainha fazia uma cesta básica grande e lá íamos nós pra casa do tio João. Alegria quando chegava na Santa Fé. Depois era só avistar aContinuar lendo “Memórias de Algodão”

Desterradas

Arlete Mendes – Desde que me entendo por gente eu escrevo, escrevia até quando nem sabia juntar as letras e decifrar o código. Escrever é ir além do código. Este é apenas o trem que se pega rumo ao destino, sempre inesperado… Aprendi a escrever com minha mãe, ela escrevia histórias de aventura com seuContinuar lendo “Desterradas”