laço infinito

Carolina Tomoi – Seu rosto já não demonstrava o que sentia, não mais espelho de sua alma, como diriam antigamente. Na verdade talvez ainda o fosse e já não sentisse realmente nada. “Bom dia! são exatamente sete horas do dia vinte e sete de maio de dois mil e vinte um. O dia está ensolarado,Continuar lendo “laço infinito”

Vendetta

Arlete Mendes- -Não sei, já disse que não sei. – Estava ali ontem mesmo. – Vida é movimento… -Livros não se movem. -Você que pensa. Já vi muitos saírem correndo, gritar palavrões, esmurrar, dar chutes, tiros e facadas. -Gracinha. -Obrigada! -Passa o pão. Vou ficar com artigo emperrado, parei numa citação de cabeça, precisava doContinuar lendo “Vendetta”

Hoje é dia de maldade ou Até que a morte os separe

Carolina Tomoi- Eram duas pessoas ruins. Estavam bem disfarçados como um casal pacato e receptivo a vizinhos, parentes e amigos da vida toda. Mas quem os observasse de perto, notaria as grandes crueldades que habitavam aquelas mentes ardilosas. Tinham um tipo de pacto silencioso que escondia aquele segredo até deles mesmos. Sabiam como eram tratadasContinuar lendo “Hoje é dia de maldade ou Até que a morte os separe”

Cânone

Elisa Dias- Eu anseio pela hora de descarregar na força dos músculos dos seus braços a minha exaustão da vida, o peso da saudades, prender minha fragilidade entre suas pernas, a ponto de sentir o sangue passeando por suas veias e artérias. Quero dançar em 6 por 8 nas batidas dos seu coração quando pressionadoContinuar lendo “Cânone”

Alquimista

Elisa Dias- Eu deslizava por entre os seus dedos feito ar, inflamava teus pulmões com o sopro da vida, girava ao seu entorno e sempre te impulsionava  ao deslanchar de um novo dia, eu era a vida. Nos dias quentes eu era a brisa suave que soprava com gentileza seus cabelos, secando o suor daContinuar lendo “Alquimista”

Sótão

Thata Alves – Havia um tapete no sótão, há um tempo com pó e deixado de lado, apesar de estar obsoleto sabia que ali no canto que se mantinha não havia risco de rasgar, ou sofrer qualquer dano como esses de acidentes com cacos de taças de vinho, que para além de alterar sua corContinuar lendo “Sótão”

Fruta cor

Thata Alves – Fruta cor era o olhar dele, agora pense nisso numa pele cor de canela. – Hummmmm! Sentiu o aroma que tem? – Íris acessava o seu amor toda vez assim, ela odiava o jargão “o amor não tem cor”. Porque ela via todas elas, no olhar de seu amado. Púrpura era aContinuar lendo “Fruta cor”

Ele

Thata Alves – A sua agilidade surpreendia a todos, desde menino ele corria pelos cantos, uma velocidade nos pés… Sempre quando as vizinhas precisavam do ingrediente faltante para compor receita daquelas que a gente não pode parar de mexer, chamam por Ele, pois ele sabia todos os caminhos de atalhos para ir mais rápido asContinuar lendo “Ele”

Cacaueiro

Thata Alves- Kakau fazia sua terapia em barras de chocolate. A cada angústia que vivia: chocoterapia. Era seu único vício. Marcos, toda vez que o céu ganhava a mesma cor de sua pele, aparecia! Ele era o cinderelo do enredo todo, quando o carrilhão soava doze badaladas ia embora , num passe de mágica, nuncaContinuar lendo “Cacaueiro”