Peneirando Opostos

Por Jesuana Sampaio “Onde está este lugar? Onde está essa luz? Se o que vejo é tão triste e o que fazemos tão errado? E me disseram: Este lugar pode estar sempre ao seu lado e a alegria dentro de você porque sua vida é luz.” Renato Russo. Um par. Pares. Opostos. Luzsombra Sombraluz. SoluaContinuar lendo “Peneirando Opostos”

Queria um dia de sol

por Celane Tomaz queria um dia de soldaqueles que me faz esquecera nebulosidade de serque faz sentir na pelea vivacidade de existire arder o lugarque ocupo. queria um dia de solmodificando a cor da epiderme,sentindo lentamente meu corpofiltrando o calor de estar no mundo. queria um dia de sola vida acesa nas vozes,no concreto queContinuar lendo “Queria um dia de sol”

JANELAS

Texto publicado originalmente em 04 de dezembro de 2020 Jesuana Sampaio- Caminham no teu rosto bonito os meus dedos na tentativa de gravar nas minhas digitais teus desejos. Encosto o meu terceiro olho no teu e a lua nos confidencia que está cheia em gêmeos. As janelas das nossas almas, abertas. Tanto encanto, tanto! TantoContinuar lendo “JANELAS”

Janelas

Por Jesuana Sampaio Caminham no teu rosto bonito os meus dedos na tentativa de gravar nas minhas digitais teus desejos. Encosto o meu terceiro olho no teu e a lua nos confidencia que está cheia em gêmeos. As janelas das nossas almas, abertas. Tanto encanto, tanto! Tanto que o balançador da praça foi nosso confidente,Continuar lendo “Janelas”

Parir do verbo

“Cai a lua, caem as plêiades eÉ meia-noite, o tempo passa eEu só, aqui deitada, desejante.” Safo por Celane Tomaz ProcuroA palavra carregada e a precipitação dos meus ruídos.O pensamento se condensa na extensão de impalpáveis burburinhos.Uma alma de poeta inquieta, uma alma inquieta de poeta! O corpo se contorce com o pulsar dos versos-açoites.Continuar lendo “Parir do verbo”

Porra Poeta !

Thata Alves- Missão dura ser poeta…Vai desde a sensibilidade de você dobrar as roupas juntas, por achar que se não o fizer, alguma poderá sentir ciúmes.A sensibilidade é tanta, que a dor do outro te dóio dinheiro pouco quer dividire os banzos arrepiam a pele.Poeta não tem direito a ser duro, falar grosso, olhar feio.SeContinuar lendo “Porra Poeta !”

de Ser

das tentativas de decifrar-se,da lucidezde compreender-se nas mutações.do querer caber no verbo(s).e sóexistir nos vãos das palavras.sentir é imenso. por Celane Tomaz é um doer de ossosexpandir-se um respirar ofegantedilatar-se é um perder sentidoscompreender -se entregar-se às dúvidasdespertar-se tatear a ousadiadesprender-se sentir o corpo rígidodesmanchar -se deixar a voz ecoarexercer-se um calar insanopensar-se (re)moldar (d)oContinuar lendo “de Ser”

Indefinida!

Jesuana Sampaio O que ganho sendo tão incerta? O que faz de mim campo germinado de dúvidas? Ser inexata me define tão intensamente que não cabe a mim reconhecer tal feito. A não ser pela única certeza, de que sou dúvida. Por isso, inexata, indefinida como ser. O que sou enquanto inconstância em efervescência? OContinuar lendo “Indefinida!”

Gestar

Depois que um corpo comporta outro corpo, nenhum coração suporta o pouco. Alice Ruiz por Celane Tomaz Gerar é entrar em contato com a vida da forma mais crua e humana. O corpo dá forma a outro corpo – tão potente e presente, com a força e a ousadia de estar neste mundo. O corpoContinuar lendo “Gestar”

Corpórea

Colada à tua boca a minha desordem.O meu vasto querer. Hilda Hilst por Celane Tomaz Vestida de noiteEstrelas-ardênciasDeslizam entre minhas pernas. Despida em malíciaNua sobre o teu corpoO eclipse de almas é lunar. Gritas o diaSobre meus seios-montes de silêncio. Escorro de desejo-orvalhoNa aurora da manhã. Meu sol queima tua peleE o meu calor rompeContinuar lendo “Corpórea”

Longe de nós todos os Adões

Jesuana Sampaio Deusa fecunda que se estupra, não aqui. Roubo da alma feminina, não aqui. Grande útero renegado, não aqui. Símbolos da humanidade que se perpetuam, jornadas, acessos, oroboros, ouroboros, uróboros, devora a si, morde ad infinitum, alquimia cíclica que cria universos, árvores proibidas de Lilith’s insubmissas. longe de nós todos os Adões choramingando pequenosContinuar lendo “Longe de nós todos os Adões”

Ruar

Jesuana Sampaio Por eu ser terra não queira me ver com raízes fincadas em um único solo Minhas raízes já se espalharam. O mundo é minha casa. Já estou na copa de minha árvore Sendo levada pelo vento Para outras pairagens. sou terra e sonho acarinhar todos os solos sem fronteiras, sem arames nem farpas.Continuar lendo “Ruar”