Náufragos

Arlete Mendes- Às vezes produzo diálogos que são garrafas lançadas ao mar. Lanço-me na esperança de resposta. Espera, pausa, nunca esquecimento. — Mulher, você é uma obra. Não completou a frase. De arte? De construção? Do demo? Quanto tempo já se passou? Éramos dois apartados, doloridos como quem acaba de enterrar um dos seus, golpeContinuar lendo “Náufragos”