Parir do verbo

“Cai a lua, caem as plêiades eÉ meia-noite, o tempo passa eEu só, aqui deitada, desejante.” Safo por Celane Tomaz ProcuroA palavra carregada e a precipitação dos meus ruídos.O pensamento se condensa na extensão de impalpáveis burburinhos.Uma alma de poeta inquieta, uma alma inquieta de poeta! O corpo se contorce com o pulsar dos versos-açoites.Continuar lendo “Parir do verbo”

Gestar

Depois que um corpo comporta outro corpo, nenhum coração suporta o pouco. Alice Ruiz por Celane Tomaz Gerar é entrar em contato com a vida da forma mais crua e humana. O corpo dá forma a outro corpo – tão potente e presente, com a força e a ousadia de estar neste mundo. O corpoContinuar lendo “Gestar”

Armadura

-Mara Esteves Caminhava estampando em seu rosto, o maior sorriso que podia existir. Seu sorriso flecha, armadura e acalanto, que apesar de guardar um bocado de dores e desamores, reluzia riso farto de alegria. Iluminava até quem mais nublado caminhava pela vida. Os mais tolos, ofuscavam as vistas e faziam seus julgamentos: condenando que suaContinuar lendo “Armadura”

Elas-Nós

Ana Karina Manson Não me canso de admirar a imensidão dessas mulheres. Elas gestam, criam, recriam, inventam e reinventam e ainda vivem como mortais. Elas contra Tebas! Elas contra todos que deixam rastros de dor, de ódio, de racismo, de machismo, de abandono, de injustiça. Elas lutam com gritos que ecoam no grito da outraContinuar lendo “Elas-Nós”

Uma mulher

por Celane Tomaz Começou com a noite mal dormida. Um pesadelo a fez acordar muito inquieta, com um peso sobre o peito.Observou a noite se tornar dia. Enquanto se arrumava para se lançar à rotina, conversava com Maria e explicava os espaços vazios e desarrumados da casa. Tomaram café da manhã juntas por bastante tempo.Continuar lendo “Uma mulher”

Elas contra Tebas

Arlete Mendes – Como vim parar nessa descaração de me mostrar nuinha em prosa e verso? Tem alguns que me empurraram para essa sem-vergonhice, quiçá ela já estivesse em mim. Daí para a gente arrumar mais algumas despudoradas foi um pulo. Assim nasce nosso descaramento coletivo. Elas contra Tebas. Deixamos de ser “essa espécie envergonhada”Continuar lendo “Elas contra Tebas”