Poeticamente selvagem

“apesar de inteiramente selvagem tem por isso mesmo uma doçura primeira de quem não tem medo:come às vezes na minha mão.” Clarice Lispector, em Perto do coração selvagem por Celane Tomaz tantas tardes deformadas em ventaniae há um cheiro de chuva que se insinua. nesta terra,sinto-me muda de planta carnívoraa morrer-nascer entre espinhos.sinto-me raiz expostadispostaContinuar lendo “Poeticamente selvagem”

de Ser

das tentativas de decifrar-se,da lucidezde compreender-se nas mutações.do querer caber no verbo(s).e sóexistir nos vãos das palavras.sentir é imenso. por Celane Tomaz é um doer de ossosexpandir-se um respirar ofegantedilatar-se é um perder sentidoscompreender -se entregar-se às dúvidasdespertar-se tatear a ousadiadesprender-se sentir o corpo rígidodesmanchar -se deixar a voz ecoarexercer-se um calar insanopensar-se (re)moldar (d)oContinuar lendo “de Ser”

Gestar

Depois que um corpo comporta outro corpo, nenhum coração suporta o pouco. Alice Ruiz por Celane Tomaz Gerar é entrar em contato com a vida da forma mais crua e humana. O corpo dá forma a outro corpo – tão potente e presente, com a força e a ousadia de estar neste mundo. O corpoContinuar lendo “Gestar”