Maioridade Materna

Carolina Tomoi – Às de colo vazio, latente Aos que perderam o colo. Creio num momento no corpo da mulher que uma voz tão intensa fala tão alto uníssono a cada célula de seu corpo que é difícil resistir. A maioria não resiste. Algumas nem tomam ciência que seja possível desistir, deixam o corpo asContinuar lendo “Maioridade Materna”

VIDA DE POBRE II: SACOLINHA DE MERCADO

Texto publicado originalmente em 26 de setembro de 2020. Carolina Tomoi- Vida de mulher é aquela coisa… tanto trabalho desde que abre o olho que às vezes tenta fingir que está dormindo para enganar a si mesma que o dia de trabalho ainda não começou. Mas sua consciência é seu próprio relógio de ponto, patrãoContinuar lendo “VIDA DE POBRE II: SACOLINHA DE MERCADO”

PARIR-SE

Texto publicado originalmente em 12 de julho de 2020 Ana Karina Manson– Dói parir No cortar cebola com ligeireza Sob a luz do abajur nossa conversa Nas palavras com tanta firmeza Na vida que passa depressa. Dói parir Todo dia o filho novo Que se renova em gestos E ao seu encontro me movo EContinuar lendo “PARIR-SE”

Onde as louças moram?

Ana Karina Manson Quando ela era criança odiava guardar a louça. Cresceu e continuou odiando. Mas guarda quase diariamente. A louça não toma banho sozinha, tão pouco sabe andar até máquina de lavar. Quando menina, pensava que guardar a louça era uma espécie de serviço subalterno. O principal era lavar. Só os maiores podiam mexerContinuar lendo “Onde as louças moram?”

Pequeno-grande amor

Ana Karina Manson Estavam na cama a menina de cinco anos e a mãe, quando a pequena sem a olhar disse “Mãe, o Tim Maia tem razão”. A mãe, como deve parecer óbvio, estranhou a afirmação da filha que falara como se conhecesse pessoalmente o Tim Maia, como se fosse alguém com quem tivesse conversadoContinuar lendo “Pequeno-grande amor”

UM Menino

Carolina Tomoi- Dois anos se passaram desde que o casal decidira que teriam a segunda filha. Calculadas as probabilidades genéticas, a mãe estava certa que conceberia outra menina. Porém, a essa altura do campeonato não esperava mais nada… fazia tanto tempo que combinava o calendário com preservativos que esquecera do antigo projeto: a irmãzinha! NenhumaContinuar lendo “UM Menino”

Vida de pobre II: Sacolinha de mercado

Carolina Tomoi- Vida de mulher é aquela coisa… tanto trabalho desde que abre o olho que às vezes tenta fingir que está dormindo para enganar a si mesma que o dia de trabalho ainda não começou. Mas sua consciência é seu próprio relógio de ponto, patrão e cliente mais exigente. Lembrou que na segunda oContinuar lendo “Vida de pobre II: Sacolinha de mercado”

Enquanto ainda

Celane Tomaz – À todas as mães, mulheres de força descomunal. É madrugada nos dias iguais. Seu filho acorda repentinamente e esbarra no medo que invade seus pensamentos sobre o dia que ainda não amanheceu. Em passos leves e rápidos, sem sinais de avisar, ele vem em minha direção. Desorientado, inseguro, atordoado – assim comoContinuar lendo “Enquanto ainda”