Farofeiros

Arlete Mendes- Domingo. A torcida para que fosse dia de sol era grande. Crianças e sábios praticavam as mandingas. Sol desenhado com sal no meio do quintal. Ovos e barra de sabão jogados em prece em cima do telhado. A busca por sete formigas vermelhas, seguida de um enterro com ladainhas: “formiga, formiguinha, leve oContinuar lendo “Farofeiros”

A santíssima Trindade

Arlete Mendes- Quem tem a alma agreste, plantada em solo de solidão, e ainda assim encontra sob a Terra, amigos, sabe o quanto são valorosos. Nunca tive um amigo que gostasse de mim, assim, logo de cara. Olhavam para meus espinhos, meu ensimesmamento, que me conferiam uma existência muito envelhecida para a juventude, e seContinuar lendo “A santíssima Trindade”

BR-S909 contra Golias

Arlete Mendes- Olhar fixo no céu. A punição ou a recompensa viriam de lá. Mirou para seu corpo magro, forte e lépido frente ao espelho. Seu único aliado. Preparou uma porção de ração do dia. Dirigiu-se para o treino à exaustão, se mantinha lúcida. Os canais e a redes eram sua única comunicação muda comContinuar lendo “BR-S909 contra Golias”

Foi-se que corta

Juliana da Paz – É tanta peleja Pra ganhar o pão Aquela gana de matar patrão Que é só mais um trouxa Numa roupa padrão De moral frouxa Debaixo dos panos Ele não é mais que qualquer humano E o que somos? Senão vulneráveis Comidas de vermes Pós retornáveis Lutando ad eterno Contra a morteContinuar lendo “Foi-se que corta”