Peneirando Opostos

Por Jesuana Sampaio “Onde está este lugar? Onde está essa luz? Se o que vejo é tão triste e o que fazemos tão errado? E me disseram: Este lugar pode estar sempre ao seu lado e a alegria dentro de você porque sua vida é luz.” Renato Russo. Um par. Pares. Opostos. Luzsombra Sombraluz. SoluaContinuar lendo “Peneirando Opostos”

Janelas

Por Jesuana Sampaio Caminham no teu rosto bonito os meus dedos na tentativa de gravar nas minhas digitais teus desejos. Encosto o meu terceiro olho no teu e a lua nos confidencia que está cheia em gêmeos. As janelas das nossas almas, abertas. Tanto encanto, tanto! Tanto que o balançador da praça foi nosso confidente,Continuar lendo “Janelas”

Chamado às inteirezas

Por Jesuana Sampaio Te peço, ama as minhas sombras. Ama as minhas sombras porque as minhas luzes muitos hão de amar. Te peço, ama as minhas fraquezas. Ama as minhas fraquezas, meu mau-humor matinal e minha preguiça de acordar cedo, às vezes. Te peço, ama a minha solitude. Ama a minha solitude e a minhaContinuar lendo “Chamado às inteirezas”

Vendetta

Arlete Mendes- -Não sei, já disse que não sei. – Estava ali ontem mesmo. – Vida é movimento… -Livros não se movem. -Você que pensa. Já vi muitos saírem correndo, gritar palavrões, esmurrar, dar chutes, tiros e facadas. -Gracinha. -Obrigada! -Passa o pão. Vou ficar com artigo emperrado, parei numa citação de cabeça, precisava doContinuar lendo “Vendetta”

Peso

Jesuana Sampaio Hoje pesou. Pesou ser mulher, periférica e sozinha. Pesou andar na rua sozinha tarde da noite. Medo, violência, solidão. Pesa ter sempre que enfrentar o mundo pra ele não me engolir. Ser sempre forte, pesa. Hoje eu me permito ser fraca mas só depois de estar segura em minha casa. Amanhã, amanhã sereiContinuar lendo “Peso”

Indefinida!

Jesuana Sampaio O que ganho sendo tão incerta? O que faz de mim campo germinado de dúvidas? Ser inexata me define tão intensamente que não cabe a mim reconhecer tal feito. A não ser pela única certeza, de que sou dúvida. Por isso, inexata, indefinida como ser. O que sou enquanto inconstância em efervescência? OContinuar lendo “Indefinida!”

Corpórea

Colada à tua boca a minha desordem.O meu vasto querer. Hilda Hilst por Celane Tomaz Vestida de noiteEstrelas-ardênciasDeslizam entre minhas pernas. Despida em malíciaNua sobre o teu corpoO eclipse de almas é lunar. Gritas o diaSobre meus seios-montes de silêncio. Escorro de desejo-orvalhoNa aurora da manhã. Meu sol queima tua peleE o meu calor rompeContinuar lendo “Corpórea”

Sumário de mim

Jesuana Sampaio Se eu pudesse te entregaria um sumário de mim. Te contaria cada capítulo, verso, de quem fui até aqui. Cada parte da minha história, cada suspeita do que desejei ser, ter ou não ser, não ter. Te diria qual música faz minha alma vibrar, ou quais os meus poemas preferidos ou quando euContinuar lendo “Sumário de mim”

Bemtivi nuvem de pipa

Jesuana Sampaio – No canto do bem-te-viestavaminha ideia de romancedesses incompletosfeitopipa de folha de cadernoquea gentechamavadebolachinha.No talo da flor de boldo estava meu paladar amargofeitofim de festa,fim de um amor,Que a gente teima em não esquecer. Na nuvem esbranquiçadaestavameu olhar astigmáticofeitoLembrança da quinta sériePaixonites não declaradas,Invenções de línguas estranhas.Bemtivi nuvem de pipaNo cantoNo taloNo olhoFeitoContinuar lendo “Bemtivi nuvem de pipa”

Elas contra Tebas

Arlete Mendes – Como vim parar nessa descaração de me mostrar nuinha em prosa e verso? Tem alguns que me empurraram para essa sem-vergonhice, quiçá ela já estivesse em mim. Daí para a gente arrumar mais algumas despudoradas foi um pulo. Assim nasce nosso descaramento coletivo. Elas contra Tebas. Deixamos de ser “essa espécie envergonhada”Continuar lendo “Elas contra Tebas”