Queria um dia de sol

por Celane Tomaz queria um dia de soldaqueles que me faz esquecera nebulosidade de serque faz sentir na pelea vivacidade de existire arder o lugarque ocupo. queria um dia de solmodificando a cor da epiderme,sentindo lentamente meu corpofiltrando o calor de estar no mundo. queria um dia de sola vida acesa nas vozes,no concreto queContinuar lendo “Queria um dia de sol”

Garoa

“Aos olhos nus, não passava de uma chuva repentina, mas aqui dentro…”  Clarice Lispector por Celane Tomaz olhe pela tua janela.chove sobre a madrugada calada. a chuva molha o início da manhã.repare nas gotas que se mantêm e as que escorrem pela vidraça, resistindo à vida breve, mantendo-se firmes em água frágil. goteja como seContinuar lendo “Garoa”

Sala de Espera

–Mara Esteves “Ame o próximo como a ti mesmo” Mas quando é a minha vez? Se antes de me amar Há de cuidar da roupa para lavar, comida para preparar, Cuidar dos filhos, dos pais, do marido, da casa, do trabalho e de qualquer outra coisa que sempre grita mais urgência, movimento reverso das prioridadesContinuar lendo “Sala de Espera”

Parir do verbo

“Cai a lua, caem as plêiades eÉ meia-noite, o tempo passa eEu só, aqui deitada, desejante.” Safo por Celane Tomaz ProcuroA palavra carregada e a precipitação dos meus ruídos.O pensamento se condensa na extensão de impalpáveis burburinhos.Uma alma de poeta inquieta, uma alma inquieta de poeta! O corpo se contorce com o pulsar dos versos-açoites.Continuar lendo “Parir do verbo”