sobre a morte em vida

“se não fossem os fios de seda que costuram a outra vida de viver em linhas de escrever, morreria mais um pouco  do que já se morre todos os dias” Celane Tomaz é preciso falar da morte. e do tanto que se morre junto quando algo morre ou alguém. e o tanto de morte queContinuar lendo “sobre a morte em vida”

A palavra certa

~Raíssa Padial Corso “O amor nos faz sentir mais vivos, Quando vivemos num estado de desamor, sentimos que poderíamos muito bem estar mortos; tudo dentro de nós é silêncio e imobilidade.” Bell Hooks -Tudo sobre o amor, novas perspectivas, (2021, p.221) A palavra certa já estava dentro do meu ouvido. Não era nem meio diaContinuar lendo “A palavra certa”

Eu saúdo Eva

~Por Raíssa Padial Corso Eu saúdo Eva!A primeira ousada.Construo em mim um templo de conhecimento.Nesse altar sacrifíco todos os dogmas.Tu amada, tão deturpada e deslocada entre suas filhas!Na eterna busca de tua contraparte.Eva com seu gosto de maçã.A mesma maçã que intercala nossos corpos.Tu que rasga a cara de quem interrompe nossas falas, calcula nossasContinuar lendo “Eu saúdo Eva”

Peneirando Opostos

Por Jesuana Sampaio “Onde está este lugar? Onde está essa luz? Se o que vejo é tão triste e o que fazemos tão errado? E me disseram: Este lugar pode estar sempre ao seu lado e a alegria dentro de você porque sua vida é luz.” Renato Russo. Um par. Pares. Opostos. Luzsombra Sombraluz. SoluaContinuar lendo “Peneirando Opostos”

JANELAS

Texto publicado originalmente em 04 de dezembro de 2020 Jesuana Sampaio- Caminham no teu rosto bonito os meus dedos na tentativa de gravar nas minhas digitais teus desejos. Encosto o meu terceiro olho no teu e a lua nos confidencia que está cheia em gêmeos. As janelas das nossas almas, abertas. Tanto encanto, tanto! TantoContinuar lendo “JANELAS”

Subida dos ossos

Por Raíssa Padial Corso O lenço acolhe minhas pernas do chão lamacento, o lenço acolhe a formiga do possível sereno, os primeiros grãos da terra acolhem uma sementinha que plantei ontem, telúricos ciscos abrigam minhocas, mais adentro um mundo subterrâneo de túneis formigosos. Mais adentro, veios d ´aguas, correntezas, minérios, chumbos, mercúrios, alentos de guardaContinuar lendo “Subida dos ossos”

Sins

-Por Raíssa Padial Corso Com todo respeito as singularidades, aceite os presentes e caminhe vendada na linha de cetim. Mirar olhos. Fitar moradas possíveis, em interiores nunca antes imaginados. Há monstros e abismos do outro lado da montanha, mas saber que assim é abranda o coração. Faz morada em mim diversos pés de manga, façoContinuar lendo “Sins”

Todos os dias um Jesus nasce nas periferias

Por Jesuana Sampaio “Gosto de pensar o natal como um ato de subversão, um menino pobre, uma mãe solteira, um pai adotivo…” Dom Helder Câmara Todos os dias um bem-te-vi desconhecido me dá bom dia… Todos os dias um Jesus nasce nas periferias, Empobrecido por um sistema opressor E desigual. Filho de mãe solteira, SemContinuar lendo “Todos os dias um Jesus nasce nas periferias”

Garoa

“Aos olhos nus, não passava de uma chuva repentina, mas aqui dentro…”  Clarice Lispector por Celane Tomaz olhe pela tua janela.chove sobre a madrugada calada. a chuva molha o início da manhã.repare nas gotas que se mantêm e as que escorrem pela vidraça, resistindo à vida breve, mantendo-se firmes em água frágil. goteja como seContinuar lendo “Garoa”

Janelas

Por Jesuana Sampaio Caminham no teu rosto bonito os meus dedos na tentativa de gravar nas minhas digitais teus desejos. Encosto o meu terceiro olho no teu e a lua nos confidencia que está cheia em gêmeos. As janelas das nossas almas, abertas. Tanto encanto, tanto! Tanto que o balançador da praça foi nosso confidente,Continuar lendo “Janelas”

Tradição do transgredir

Por Raíssa Padial Corso. Quanto mais machadadas em paradigmas eu puder dar:Serei.Quanto mais possibilidades de mergulhar nesse corpo/pensante/ andante e peregrino.Afogarei.Primordialmente meus dogmas, para após, reinar em mim.Neste justo espaço que me sou, neste meandro do existir.O mundo é muito estreito para mulheres como eu.Houve um tempo em que eu era mecânica de gaiolas, láContinuar lendo “Tradição do transgredir”

Parir do verbo

“Cai a lua, caem as plêiades eÉ meia-noite, o tempo passa eEu só, aqui deitada, desejante.” Safo por Celane Tomaz ProcuroA palavra carregada e a precipitação dos meus ruídos.O pensamento se condensa na extensão de impalpáveis burburinhos.Uma alma de poeta inquieta, uma alma inquieta de poeta! O corpo se contorce com o pulsar dos versos-açoites.Continuar lendo “Parir do verbo”

Chamado às inteirezas

Por Jesuana Sampaio Te peço, ama as minhas sombras. Ama as minhas sombras porque as minhas luzes muitos hão de amar. Te peço, ama as minhas fraquezas. Ama as minhas fraquezas, meu mau-humor matinal e minha preguiça de acordar cedo, às vezes. Te peço, ama a minha solitude. Ama a minha solitude e a minhaContinuar lendo “Chamado às inteirezas”

diabo-deus, o pensamento

“Não há devassidão maior que o pensamento.Essa diabrura prolifera como erva daninhanum canteiro demarcado para margaridas.” Wislawa Szymborska por Celane Tomaz pensar para existir. dispenso. por vezes queria a vida-possível que habita o não pensar-me. existir sem a força e a dor de atribuir sentido ou razão de ser. apenas existir. mas no profundo mistérioContinuar lendo “diabo-deus, o pensamento”