Mãe de menino

Por Juliana da Paz A maior sensação de paz materna que se aporta em meu peito é vê-lo dormindo. É um sono lindo e cheio de saúde, abrigo, esperança e amor. É um sonho.             Eu deito e sonho também! “Observar que nossa sociedade foi fundada nesse sofrimento, nessa dor que é para os homensContinuar lendo “Mãe de menino”

Bolero

Juliana da Paz Se a intençãoDa reaproximaçãoEra só machucarPode continuarQue está dando certo!E se doer me abalaCerteza que não mataNão sou feito a estátuaNem mesmo a dor me calaE essa terceiraA quem, comigo trairiasPobre coitada não queiraDeixar de ser bailarinaQue em sua mão dançaMas você logo se cansaTroca por outra meninaJá a minha pretensãoDesejar-te todoContinuar lendo “Bolero”

A MAREJADA E A CIRANDA DO MAR

JULIANA DA PAZ Sou planta adaptável, dou flor no sol ou em apartamento. Meu cheiro, à noite, chega à beira do mar, esteja onde estiver, vai se banhar de sal, e ouvir suas preces para que o mundo seja melhor. Fico ali catando pedrinhas, riscando a areia e lhe cantando coisas bonitas. Ele me entendeContinuar lendo “A MAREJADA E A CIRANDA DO MAR”

Antes de tudo, a escrita!

Juliana da Paz – Tudo que tenho a falar é imenso. Tudo que tenho aqui, sentindo, é lindo e louco, mas é onde me organizo. Sou a materialização nas palavras. Escrevo há muito tempo, desde a época em que morava em uma casa com quintal de terra e registrava tudo na areia. Tempo bom emContinuar lendo “Antes de tudo, a escrita!”