GOTAS

por Ana Karina Manson Quando vejo a amiga que se diz improdutiva gerando vida em forma de frutos, flores e hortelã Goteja esperança em mim. Quando vejo uma senhora de 98 anos recém-nascer ao se vacinar contra o mal avassalador do qual a política se armou Goteja esperança em mim. Quando vejo mulheres gerando filhosContinuar lendo “GOTAS”

BANHO DE CANEQUINHA

Texto originalmente publicado em 3 de agosto de 2020. Carolina Tomoi- Abaixo para encher a canequinha, vejo vaporzinho subindo do balde de água cristalina. Sinto a água morna escorrendo pelos ombros, afago quentinho e único enquanto o resto do corpo sente os arrepios com o frio ambiente. Quero mais e repito a operação duas trêsContinuar lendo “BANHO DE CANEQUINHA”

Desobediências

Ana Karina Manson Ela teve dois filhos de um casamento que durou pouco. Ficou viúva. Viúva. Mulher viúva, jovem, naquele tempo, não podia. As pessoas podiam falar. E também como sustentar as duas crianças sozinha? As poucas oportunidades que apareciam eram para mulheres solteiras e sem filhos. Ela era um ser estranho na sociedade hipócrita,Continuar lendo “Desobediências”

Histórias esquecidas

Ana Karina Manson– Na juventude ela lia histórias das quais nem se lembra. Às vezes nem lembra que lia. O gosto pela leitura é uma lembrança do tempo em que pensava que viveria de amor. Depois descobriu que amor não enche panela, não veste criança, não garante a água na torneira e nem a claridadeContinuar lendo “Histórias esquecidas”

Banho de canequinha

Carolina Tomoi- Abaixo para encher a canequinha, vejo vaporzinho subindo do balde de água cristalina. Sinto a água morna escorrendo pelos ombros, afago quentinho e único enquanto o resto do corpo sente os arrepios com o frio ambiente. Quero mais e repito a operação duas três vezes, até que todo corpo se aqueça. Me tomaContinuar lendo “Banho de canequinha”

Amor-alimento

por Ana Karina Manson Tem gente que escolhe cenários com livros, plantas, cortinas improvisadas e outros para as lives de cada dia. Ela estava simplesmente ali debaixo das panelas. A imagem das panelas penduradas na cozinha e ela sentada embaixo fazia pensar no poder desse lugar-panela. E assim suspensas, no alto, sobre a cabeça pensanteContinuar lendo “Amor-alimento”