o ser e o nada

Arlete Mendes- Tenho impulsos para o nada. Sou atraída pelo vazio que transpassa a silhueta das árvores, pelo canto ainda não ecoado dos pássaros e pelo desejo da palavra ainda não irrompida. Há uma força de empuxo que me leva para os vãos, para o vazio que há entre os seres, matéria constituinte da órbitaContinuar lendo “o ser e o nada”

A sensível

por Celane Tomaz Dirigia, como sempre, sem poder dar muita atenção à sobrevivência desordenada da cidade que a cercava. De súbito, logo pensou e, veementemente acreditou, mesmo compenetrada, que o seu olhar a salvava. Com os olhos atentos às luzes, ao asfalto e ao fluxo monótono de veículos e de existência, compreendia que seu olharContinuar lendo “A sensível”

Uma mulher

por Celane Tomaz Começou com a noite mal dormida. Um pesadelo a fez acordar muito inquieta, com um peso sobre o peito.Observou a noite se tornar dia. Enquanto se arrumava para se lançar à rotina, conversava com Maria e explicava os espaços vazios e desarrumados da casa. Tomaram café da manhã juntas por bastante tempo.Continuar lendo “Uma mulher”