Janelas

Por Jesuana Sampaio Caminham no teu rosto bonito os meus dedos na tentativa de gravar nas minhas digitais teus desejos. Encosto o meu terceiro olho no teu e a lua nos confidencia que está cheia em gêmeos. As janelas das nossas almas, abertas. Tanto encanto, tanto! Tanto que o balançador da praça foi nosso confidente,Continuar lendo “Janelas”

Parir do verbo

“Cai a lua, caem as plêiades eÉ meia-noite, o tempo passa eEu só, aqui deitada, desejante.” Safo por Celane Tomaz ProcuroA palavra carregada e a precipitação dos meus ruídos.O pensamento se condensa na extensão de impalpáveis burburinhos.Uma alma de poeta inquieta, uma alma inquieta de poeta! O corpo se contorce com o pulsar dos versos-açoites.Continuar lendo “Parir do verbo”

Cápsulas de serenos

Por Raíssa Padial Corso Mesmo diante da clareira, um suspiro, dois suspiros. Mesmo caindo pelas tampas em qualquer botequeira campo limpense. Mesmo assinalando com devoção todos os textos, para formarem -se referências dentro da própria retina. A resposta ainda era Não. Mesmo assaltando sempre o próximo minuto, o próximo acerto, concordando com a cabeça queContinuar lendo “Cápsulas de serenos”