Maioridade Materna

Carolina Tomoi – Às de colo vazio, latente Aos que perderam o colo. Creio num momento no corpo da mulher que uma voz tão intensa fala tão alto uníssono a cada célula de seu corpo que é difícil resistir. A maioria não resiste. Algumas nem tomam ciência que seja possível desistir, deixam o corpo asContinuar lendo “Maioridade Materna”

E os assassinos caminham livremente!

por Ana Karina Manson E hoje? Será quem? Um conhecido, um familiar, um famoso, um amigo do amigo de infância? Todos os dias o relógio desperta e um anúncio se aproxima… Eu sei: a qualquer dia, a qualquer hora vai doer em lugares inimagináveis. Saudades se acumulam e não há solução, remédio, vacina. Dói aContinuar lendo “E os assassinos caminham livremente!”

AGORA

por Ana Karina Manson Exijo agora e decreto Meu abraço de volta Meu amigo aqui perto Mão com mão Ninguém solta Está determinado Qualquer beijo roubado Será livre, será cura E o coração apertado Se renderá à loucura. É lei desde agora Que nenhum amor vá embora Que nenhuma dor se demore Fica proibido partirContinuar lendo “AGORA”

No vagão

Arlete Mendes- Estou em meio à multidão. Tenho os olhos fixos nas faces. Sempre ocultadas. Ninguém exibe a própria face. Máscaras por cima de máscaras. Que mistérios guardam dentro de si? O que temem revelar? De vez em quando ouço o que dizem. Falam sobre o personagem da novela, reality show, sobre o time deContinuar lendo “No vagão”

PARIR-SE

Texto publicado originalmente em 12 de julho de 2020 Ana Karina Manson– Dói parir No cortar cebola com ligeireza Sob a luz do abajur nossa conversa Nas palavras com tanta firmeza Na vida que passa depressa. Dói parir Todo dia o filho novo Que se renova em gestos E ao seu encontro me movo EContinuar lendo “PARIR-SE”