Cerejeira, cerei, cer

Licença poética no título. Ao tanto que cabe, que se é permitido no Ser: sonora e metaforicamente. por Celane Tomaz Nunca sei quando uma flor há de morrer ou nascer. O que me aduba é a espera pelos dois – dualidade vivida da ponta da pétala até as rígidas raízes entre terra e escuridão.Resisto àContinuar lendo “Cerejeira, cerei, cer”

A sensível

por Celane Tomaz Dirigia, como sempre, sem poder dar muita atenção à sobrevivência desordenada da cidade que a cercava. De súbito, logo pensou e, veementemente acreditou, mesmo compenetrada, que o seu olhar a salvava. Com os olhos atentos às luzes, ao asfalto e ao fluxo monótono de veículos e de existência, compreendia que seu olharContinuar lendo “A sensível”

Uma mulher

por Celane Tomaz Começou com a noite mal dormida. Um pesadelo a fez acordar muito inquieta, com um peso sobre o peito.Observou a noite se tornar dia. Enquanto se arrumava para se lançar à rotina, conversava com Maria e explicava os espaços vazios e desarrumados da casa. Tomaram café da manhã juntas por bastante tempo.Continuar lendo “Uma mulher”