amor-só

“como qualquer mortal, que corriqueiramente se desencontra com a felicidade, encontra alívio nas suas invenções.” por Celane Tomaz é 5h33 da manhã e o sol já vence as frestas das janelas. invade.entre a consciência se desfazendo e se fazendo para começar um novo dia, entre os ossos que se estalam enquanto se estica e aindaContinuar lendo “amor-só”

Alma Terra

Por Jesuana Sampaio Tua morte noticiada é mais uma morte dentro. O fim é simbólico veio com os sonhos de artemísia. Morre, meu bem, morre dentro de mim e renasce como cão fiel, amigo incondicional. Renasce, quando muda teu nome e teu sentido e tudo agora é hoje, brotando do sagrado desconhecido da força queContinuar lendo “Alma Terra”

Amor, substantivo abstrato

Carolina Tomoi- me desafio, me desafiei a escrever, um ensaio sobre o amor que sinto, ei-lo: Difícil é escrever sobre o amor. Não esse amor que se dedica a humanidade, amor geral e irracional por aquela massa insone e ingrata que retribui com ofensas e agressões tal um espelho invertido, em frente ao qual se mandaContinuar lendo “Amor, substantivo abstrato”

amor

“E, se atravessara o amor e o seu inferno, penteava-se agora diante do espelho, por um instante sem nenhum mundo no coração.” Clarice Lispector por Celane Tomaz “eu sou o amor”ouviu e paroudiante da frase dita pela protagonista do filme visto no cinema numa despretensiosa tarde de terça-feira. tantos olhos todos os dias podem nosContinuar lendo “amor”

Sabão de pedra caseiro e a Arte do Encontro

Celina Simões – Veio estar comigo a Penha. Disse ela com lentidão, que a última pedra de sabão caseiro feito pela nossa mãe ia ser colocada para uso e mais disse ela: isso dá uma crônica. Penha é minha irmã mais velha. Nasceu em 1946 e ser irmã mais velha no seio de uma proleContinuar lendo “Sabão de pedra caseiro e a Arte do Encontro”

Seus olhos

por Ana Karina Manson Seus olhos ainda me veem mesmo de longe, Trocamos olhares pelas telas estáticas E seus olhos me passeiam, Como antes, Pelo meu corpo enluarado Pelas minhas curvas em que deslizou suas mãos, Tantas vezes, Únicas. Seus olhos ainda me invadem Como se pudesse descobrir o meu segredo Que ainda nem conheço.Continuar lendo “Seus olhos”

ÁGUAS

Texto publicado originalmente em 5 de setembro de 2020 Ana Karina Manson- O mesmo caminho que havia feito há vinte anos. Era o aniversário dele e como o destino encontra maneiras inusitadas de vencer o tempo e fazer um encontro entre passado e presente, ela estava lá no lugar onde se conheceram, onde caminharam tantasContinuar lendo “ÁGUAS”

Eclipse

Ana Karina Manson O amor se apresentava a eles de forma distinta do que um dia ambos conheceram. Cada um com sua história já construída, já vivida fora surpreendido com o amor que surgiu sem que dessem por ele. Quando perceberam já se olhavam com entrega e cumplicidade; já se tocavam por qualquer motivo: umContinuar lendo “Eclipse”

Hoje é dia de maldade ou Até que a morte os separe

Carolina Tomoi- Eram duas pessoas ruins. Estavam bem disfarçados como um casal pacato e receptivo a vizinhos, parentes e amigos da vida toda. Mas quem os observasse de perto, notaria as grandes crueldades que habitavam aquelas mentes ardilosas. Tinham um tipo de pacto silencioso que escondia aquele segredo até deles mesmos. Sabiam como eram tratadasContinuar lendo “Hoje é dia de maldade ou Até que a morte os separe”

Cânone

Elisa Dias- Eu anseio pela hora de descarregar na força dos músculos dos seus braços a minha exaustão da vida, o peso da saudades, prender minha fragilidade entre suas pernas, a ponto de sentir o sangue passeando por suas veias e artérias. Quero dançar em 6 por 8 nas batidas dos seu coração quando pressionadoContinuar lendo “Cânone”

Águas

por Ana Karina Manson O mesmo caminho que havia feito há vinte anos. Era o aniversário dele e como o destino encontra maneiras inusitadas de vencer o tempo e fazer um encontro entre passado e presente, ela estava lá no lugar onde se conheceram, onde caminharam tantas vezes enamorados, apaixonados. Acreditavam que a vida inteiraContinuar lendo “Águas”