Elisa Dias

Cantora e Atriz.  Começou cantar profissionalmente aos 14 anos de idade, em festas locais de Embu das artes, festivais de musica, e peças  musicais . Participou do Coro Jovem do Estado de São Paulo em 2018 , em 2014 foi semi finalista do programa Raul Gil  no quadro Mulheres que Brilham na emissora SBT, em 2018 Participou do programa do Ratinho também na Emissora SBT, em 2019 participou do Cultura o Musical na TV Cultura, sendo convidada para participar da festa de 50 anos da Emissora, da Final do Programa Preludio e também na Final do Cultura o Musical , todos exibidos pela TV Cultura.

Além de cantar e atuar, Elisa também se arrisca em compor canções que descrevem seus anseios, medos, desejos e sonhos. Assim também como sempre teve paixão por musica, a literatura Brasileira também lhe aquecia o coração, além de lhe  fazer companhia, ela se aprofundava tanto nos livros que se imaginava como uma das personagens.

Logo pegou gosto pela escrita , que se iniciou como um diário e depois se tornaram textos, desabafos sobres seus sentimos íntimos e muitas vezes sua revolta pela desigualdade social, o machismo, o racismo e o esquecimento do povo da periferia. 

contato: cantoraelisadias@gmail.com

As palavras

As vezes meu peito se inflama   De um aperto desesperador  Alguns chamam de saudades  Não é sobre lembrar do tempo Em que você esteve aqui  A falta que me mata  É recordar de quem eu fui Naqueles dias ensolarados  A dor da perda é saber  Que  quando você fez suas malas  Levou por engano  meus Utensílios Fé,Continuar lendo “As palavras”

Retirante

Quando eu vim me embora nem olhei pra trás E os zoío que embaça de agua Lembrando da tarde lilás Estrada de sonhos Vou pra nunca mais Na carteira levo o seu retrato Todo embolorado de Anos atrás Nesse chão de pedra  Quando a chuva cai Leva consigo o pouco  Que a gente custou praContinuar lendo “Retirante”

Redenção

Te ver ali me encarando frente a frente, olhando friamente nos meus olhos, com a mesma firmeza que pisava no chão inflou seus pulmões com ar da vaidade e simplesmente me atirou aos leões, me despindo me motejando me humilhando enfrente a multidão dos teus outros eus. Dava pra sentir o fervor do meu sangueContinuar lendo “Redenção”

FORASTEIRO

Texto publicado originalmente em 09 de desembro de 2020. Elisa Dias- Estávamos frente a frente, eu titubeava, as palavras faziam rodeios na tentativa  de camuflar a minha aflição, meus anseios  e receios, com meus sentidos paralisados e meus instintos  famintos da fome do homem, salivava ao lembrar o gosto da sua saliva, entre palavras e risos eu  criava umContinuar lendo “FORASTEIRO”

DERRADEIRA PRIMAVERA

Texto publicado originalmente em 6 de junho de 2020. Elisa Dias- Eu carrego comigo uma alma saudosista que vive revirando as gavetas do meu passado. Memórias sempre são revividas e acessá-las me traz um misto de sensações que é difícil descrever. Chego tão fundo dentro de mim que sempre me afogo no mar que sou,Continuar lendo “DERRADEIRA PRIMAVERA”

TERRA DOS COLIBRIS

Texto publicado originalmente em 1 de julho de 2020. Elisa Dias- Eu venho de um lugar onde mora o Sol, atrás das cordilheiras e desertos, no horizonte alaranjado do fim da tarde.  O lugar de onde eu venho  não existe medo da morte ou ao menos a morte, não existe velhice, nem marcas do tempo,  todosContinuar lendo “TERRA DOS COLIBRIS”

Primeiro de outubro

Elisa Dias- Menino Bonito dos óio cor de matoDeixa eu morar no seu abraçoDeixa eu te contar, do meu cansaço Atalhos e ruas que pegueiComo cheguei eu já não seiMais pairei na tua canção Vem fazer um dueto comigoVem ser o meu melhor amigoTe contar os meus segredosOs meus mais milhões de medos… Logo EuContinuar lendo “Primeiro de outubro”

Forasteiro

Estávamos frente a frente , eu titubeava as palavras fazia rodeios na tentativa  de camuflar a minha aflição, meus anseios  e receios , com meus sentidos paralisados e meus instintos  famintos da fome do homem, salivava ao lembrar o gosto da sua saliva, entre palavras e risos eu  criava um monólogo com falas  decoradas, acontece que ele me revirava  do avesso  deContinuar lendo “Forasteiro”

A Paz Branca

A paz é branca e não entra na favela , tem gente que vivi clamando por ela, tem gente que nunca ouviu falar …. Pelas ruas Metralhadoras Carregadas com almas aprisionadas  Por um cidadão de bem  E nas margens ecoa o choro De alguém que seu filho não  Vai poder enterrar  Ninguém pode calar a nossa voz Continuar lendo “A Paz Branca”

Poeira Estelar

Em qualquer noite dessas  quando debruçar em sua varanda e olhar o céu estralado se ainda lhe couber espaço o brilho que vê de poeira  estelar possa te levar alguma recordação minha, e no breu da noite que o vento te sopre os versos que escrevíamos,  e ficaram perdidos nas batidas descompassadas do tempo. Eu não sei emContinuar lendo “Poeira Estelar”

A Estação de trem

Acho que parei no tempo e não percebi  que o tempo não parou em mim,  as estações mudaram,  o trem partiu inúmeras e incontáveis vezes,  embarcações chegaram no cais as ondas morreram na praia, a lua mudou de fases, os planetas se alinharam em diferentes órbitas, até as linhas do destino das minhas mãos mudaram de direção. Por medoContinuar lendo “A Estação de trem”

Cidade triste

Aqui tudo tem seu nome e seu rosto   Os monumentos da cidade os prédios  Até a cor dessa tarde fria de Sábado  Eu ouço uma canção qualquer no rádio enquanto a inércia me move junto com os vagões do metrô  para lugar nenhum,  Daí me pego de mãos dadas com a saudades  O vento  trás teu seuContinuar lendo “Cidade triste”

Quando o amor acaba

De braços abertos  como quem recebe o mundo, me preguei numa cruz e fui flagelada feito Jesus , que morreu por amor aos que nunca  o teve amor, perdoou quem nunca mereceu e nem pediu seu perdão, escrito nas profecias das profundezas do teus olhos,  Judas que és, fui traída com o beijo mais doceContinuar lendo “Quando o amor acaba”

Capitão do Mato

Quando o cordão se rebentou  No solo são simplicidade  Nasceu o amor  Barro pó, Sertão  Bahia, Minas Gerais  Lendas de uma terra Antiga  Que nem existe mais  Perna de pau  Capitão do mato  Não joga mais capoeira  Na ribeira  Hoje brinca no asfalto  Capitão de arei  Curumim do mato  Cabocla serei  Miguilim descalço  È comoContinuar lendo “Capitão do Mato”

Lamento

Elisa Dias- Ei menino  Não corre atrás do boi  Deixa mistura pro Pai  Nois come feijão com arroz  Sou mocinha da cidade Quase nunca vi boiada  Mais ecoa no meu peito  Longe dentro uma toada  E no chão um pé rachado  Calo de sangue nas mãos  Inchada um fino corte  Lava o chão do sertão Continuar lendo “Lamento”

Cânone

Elisa Dias- Eu anseio pela hora de descarregar na força dos músculos dos seus braços a minha exaustão da vida, o peso da saudades, prender minha fragilidade entre suas pernas, a ponto de sentir o sangue passeando por suas veias e artérias. Quero dançar em 6 por 8 nas batidas dos seu coração quando pressionadoContinuar lendo “Cânone”

Quarto escuro

Quem nunca se agarrou de madrugada ao travesseiro? Afim  de cravar as unhas em suas estruturas e abafar  o grito de desespero da alma, um grito que ninguém ouviu. Me fiz vapor no banho me camuflei com as pequenas gotículas de água deslisei  lentamente o descarrilamento da minha vida até o chão,  desceu tudo pelo ralo, e de formaContinuar lendo “Quarto escuro”

Alquimista

Elisa Dias- Eu deslizava por entre os seus dedos feito ar, inflamava teus pulmões com o sopro da vida, girava ao seu entorno e sempre te impulsionava  ao deslanchar de um novo dia, eu era a vida. Nos dias quentes eu era a brisa suave que soprava com gentileza seus cabelos, secando o suor daContinuar lendo “Alquimista”

Horas Contadas

Elisa Dias- -Ah, não fique triste amor, quando um dia de malas prontas me vir sumindo e ficando cada vez menor em direção do sol. De alguma forma a gente chega e por outros meios a gente parte, ainda que na aurora do dia correndo na rosa do tempo, mas levo em minha bagagem dias infinitos em horas contadas,Continuar lendo “Horas Contadas”

As Mãos

Adormecidos seguem com minhas inverdades, o resto do ciúmes regou minha noite, eu acordei embrulhada no vestido amassado e resisto em começar o dia tão cedo. Sei bem diferencia as tuas  letras no meu caderno, sei também a tua e a hora  dele, eles nunca perguntam meu nome. São apenas mãos, são apenas lábios, queContinuar lendo “As Mãos”

Correnteza

A minha primeira paixão Ah! A minha primeira paixão  Ela veio de macinho Como quem chega de viajem Pra não fazer alarde E nem causar desconforto Eu estava completamente desarmada E nem percebia Que ele se agregava a mim E eu me agarrava a ele E foi bem como eu imaginava Ele me deixando EuContinuar lendo “Correnteza”

Tardes de Outono

Elisa Dias – Eu não sei porque os vazios das tardes de outono ainda me trazem sua presença, e confesso que me dói não saber mais seus roteiros, não ter notícias  nossas,  e que a cada hora do dia morre um pouco do que existia referente a essa história. Eu corri contra o tempo viContinuar lendo “Tardes de Outono”

Bilhete de Despedida

Elisa Dias – Agora, daqui a pouco, daqui há uns dias, daqui há três horas, daqui há uns meses, daqui há alguns anos vai doer ! Porque não existe tempo, pra medir a força e intensidade de um sentimento. A saudade? Há , a saudade é sorrateira, ela  sussurra nos nosso silencioso: Lembra daquele diaContinuar lendo “Bilhete de Despedida”

Terra de colibris

por Elisa Dias- Eu venho de um lugar onde mora o Sol, atrás das cordilheiras e desertos, no horizonte alaranjado do fim da tarde.  O lugar de onde eu venho  não existe medo da morte ou ao menos a morte, não existe velhice, nem marcas do tempo,  todos os vestidos são decorados com flores colhidas dasContinuar lendo “Terra de colibris”

A mais bela Flor

Olhar teus grandes olhos verdes era como ter um encontro com Deus, naquele dia teu semblante assustado me dizia algo que eu não pude ouvir,  não pude e não quis, simplesmente fui te acariciando e murmurando aquelas velhas melodias, até que o sono veio e calmamente eu te disse ´´ eu te amo´´ , naContinuar lendo “A mais bela Flor”

Esquizofrênica

Elisa Dias – Algumas pessoas morrem aos 20 anos mais só são sepultadas aos 80. Não existe causa aparente, a alma se desgasta, como um vestido velho de noivado empoeirado no armário, fica cheia de traças e puída, assim como sua antiga dona que foi abandonada no altar e então nos tornamos uma caixa vaziaContinuar lendo “Esquizofrênica”

Derradeira primavera

Elisa Dias – Eu carrego comigo uma alma saudosista que vive revirando as gavetas do meu passado. Memórias sempre são revividas e acessá-las me traz um misto de sensações que é difícil descrever. Chego tão fundo dentro de mim que sempre me afogo no mar que sou, um oceano profundo de recordações e velharias. ÉContinuar lendo “Derradeira primavera”

Teoria do universo

Elisa Dias – Permaneci ali, parada, enquanto ele girava ao meu redor, muitas vezes me sentia o Sol, o centro do universo com todos os planetas estrelas e civilizações girando em minha órbita. Era tudo suspenso pela lei da gravidade, nunca fui capaz de compreender a ciência exata, para mim é tão abstrata quanto umContinuar lendo “Teoria do universo”

Poção

Elisa Dias – Em uma garrafa de vidro, produzi um vinho, uma receita e a junção de tudo que sinto. Alimentei-te, nos últimos anos, dos meus doces instintos, bebi sozinha o veneno produzido no meu íntimo, eram gotas dos teus respingos. Adicionei um a um dos meus vícios, mau presságio, sangue tinto, agouro, olho gordoContinuar lendo “Poção”

Sagração da Primavera

Elisa Dias – Uma a uma foram desfeitas as amarras que me prendiam a mim mesma. Minha alma cálida se despia das saias rodadas e do medo de escuro, eu não me sentia ali, vez ou outra me perdia em devaneios e sucumbia a ideia de me reconhecer estando presente naquele momento desconhecido, temido, eContinuar lendo “Sagração da Primavera”

Seu José

Elisa Dias – As marcas do tempo davam pra ler no seu rosto, na rachadura dos pés, nos calos de sangue das mãos, na coluna envergada de tanto carregar lata de concreto nas costas estavam ali escritas. A  história daquele homem, que como tantos outros migraram de sua terra, com pouca bagagem, muitos filhos eContinuar lendo “Seu José”

Para meus ancestrais

Elisa Dias – Eu tinha sonhos que para uma menina de pés descalços não era permitido sonhar. E nunca entendia porque minha mãe sempre entrava acuada nos lugares, abaixava a cabeça e dizia “sim senhor”, ou porque aquela família branca a apadrinhou,  arrancada de sua casa das matronas de Minas Gerais, ou porque virou paraContinuar lendo “Para meus ancestrais”

Castelo de areia

Elisa Dias – Acho que acreditei muito nos contos de fada, fui criança sonhadora, comprei todas as minhas economias a ideia do “felizes para sempre”. Foi quando num susto você surgiu forasteiro, era um turbilhão de sensações e sentimentos. E num pé de vento carregou meu castelo de areia, meu alento. Que era tão sólidoContinuar lendo “Castelo de areia”

%d blogueiros gostam disto: