Minh’alma

por Lys Viana Minh’alma reconhece a sua, E isso é inevitável! Tento achar palavras coerentes Contundentes Que me faça não acreditar nisso Pensar em outra coisa, Não sentir saudades Inevitável baby, Inevitável! I see you, Até de olhos fechados Sinto você Dentro de mim Emoção. Bate o coração, Num ritmo descompassado. Até que se acalmaContinuar lendo “Minh’alma”

Sol, Lua

por Ana Karina Manson Um dia ela nasceu em outra vida e já não pode ser a mesma. Nunca mais. Seus olhos neblinaram e nunca mais viu o sol nascer nos azuis. Sorria, mesmo sem sol. A lua ainda iluminava suas noites insones. Já não sonhava futuro. Nascer sempre doía. Sangrava. E não se podeContinuar lendo “Sol, Lua”

mulher desperta

Jesuana Sampaio Procura-me quando não estou e não me achasquando estou ao alcance do teu abraço.Entendes o amor fraternal que sentes por mimmas não o amor companheiro, evolutivo e sagrado.A cada passo, polegadas astrais de distância.Lentos os desatares dos nós criados nas pendências carmáticas.Desatas todos os enlaces que, por ventura,trouxeram uma visão deturpada do amor,IlusóriosContinuar lendo “mulher desperta”

Alma Terra

Por Jesuana Sampaio Tua morte noticiada é mais uma morte dentro. O fim é simbólico veio com os sonhos de artemísia. Morre, meu bem, morre dentro de mim e renasce como cão fiel, amigo incondicional. Renasce, quando muda teu nome e teu sentido e tudo agora é hoje, brotando do sagrado desconhecido da força queContinuar lendo “Alma Terra”

De dentro de mim

por Ana Karina Manson De dentro de mim grito, seco, vazio, silêncio. Me vejo de tão longe que não me alcanço. Estico o braço, As mãos, Em piedade. Nada. Não me ouço, não me vejo Nem sou. Busco em vão o que se perdeu Onde? Quando? Sem resposta… Encolho-me, pequena, inerte Palpita, dispara o coraçãoContinuar lendo “De dentro de mim”

Mulher Gombô…

Anabela Gonçalves- Eu sou mulher gombô Mulher sem moda, nem modelo, de riqueza  sem valor. Busco nos pensamentos caminhos,  pequenas mensagens no meu Orí. Sou de fuleragens, dengos,  quitandas  muvucas pito  rezo  bebo  oferendo. Cochicho ao cochilar  rezas em yorubá vivo em velhas cantigas o presente,  correntes   prendem ao libertar. Eu pergunto,   Dona Ginga sobreContinuar lendo “Mulher Gombô…”

Na máscara

Carolina Tomoi – para Gis – Laine, cujo traço marca toda terra da imaginação vejo olhos, testa, cabelos.  Vejo meias faces pela metade,  face meia.  ver faces assim, partidas. não. vejo as meias faces  olho faces inteiras.  Por trás da retina  fase completa  do banco de itens movo  e monto caras completadas face feita ocultaContinuar lendo “Na máscara”

a sós

por Celane Tomaz lembro-medas tantas que eu era, enquanto transito entre as outras e tateio seus mundos.mesmo assim, estou a sós. da minha noite, mesmo nos escuros do dia, adentro a luz que me devolve a mim, a luz que me gera, a luz que me lembra que estou viva.dou a mim da minha própriaContinuar lendo “a sós”

Entre-todes

-Mara Esteves Há braços que se esticam em busca do encontro, do outro que está ali, ao lado, na espera do enlace. Por que, por hora, o toque, o afago, necessita espera, cautela, como semente a germinar à terra. Pele tocando pele.Tambor-coração. O entre-rios formou abismo de si, dos sonhos e devaneios tolos/todos. Quem permitiráContinuar lendo “Entre-todes”

O inferno das mulheres são os homens

Por Jesuana Sampaio Tem dias que nem escrever alivia o peso do mundo. Não há palavra que caiba o absurdo. Não há verso que elabore a violência, o medo dos homens, a dor de atitudes preconceituosas, transfóbicas, homofóbicas, a agressão contra mulheres. É como se fosse a miséria da palavra, o vazio incapacitado transbordante. TemContinuar lendo “O inferno das mulheres são os homens”

Seus olhos

por Ana Karina Manson Seus olhos ainda me veem mesmo de longe, Trocamos olhares pelas telas estáticas E seus olhos me passeiam, Como antes, Pelo meu corpo enluarado Pelas minhas curvas em que deslizou suas mãos, Tantas vezes, Únicas. Seus olhos ainda me invadem Como se pudesse descobrir o meu segredo Que ainda nem conheço.Continuar lendo “Seus olhos”

Ser mais

-Mara Esteves 100 anos soletradosDI-TA-DU-RAmemória1968 formasde distorcer a história 40 horas de Angicosinjustamente interrompidasatacadoe suas, tão nossas,pedagogias da libertação. os educadores, os livrosas bibliotecaschão que soletraEN-XA-DAarrancada de suas mãos O letramento da fomeé a correia do cão.