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E AÍ, COMPANHEIRO?

Eu sei lá quantas voltas no coração, no juízo e na libido, nossos processos de formação, de sentir, de buscas internas nos dão até nos jogar no colo de alguém. O que determina a escolha? Estou aqui olhando você dormir igual ao nosso filho, ou ele igualzinho a você, e me questionando: o que meContinuar lendo “E AÍ, COMPANHEIRO?”

amor-só

“como qualquer mortal, que corriqueiramente se desencontra com a felicidade, encontra alívio nas suas invenções.” por Celane Tomaz é 5h33 da manhã e o sol já vence as frestas das janelas. invade.entre a consciência se desfazendo e se fazendo para começar um novo dia, entre os ossos que se estalam enquanto se estica e aindaContinuar lendo “amor-só”

Sol, Lua

por Ana Karina Manson Um dia ela nasceu em outra vida e já não pode ser a mesma. Nunca mais. Seus olhos neblinaram e nunca mais viu o sol nascer nos azuis. Sorria, mesmo sem sol. A lua ainda iluminava suas noites insones. Já não sonhava futuro. Nascer sempre doía. Sangrava. E não se podeContinuar lendo “Sol, Lua”

mulher desperta

Jesuana Sampaio Procura-me quando não estou e não me achasquando estou ao alcance do teu abraço.Entendes o amor fraternal que sentes por mimmas não o amor companheiro, evolutivo e sagrado.A cada passo, polegadas astrais de distância.Lentos os desatares dos nós criados nas pendências carmáticas.Desatas todos os enlaces que, por ventura,trouxeram uma visão deturpada do amor,IlusóriosContinuar lendo “mulher desperta”

Vermelhos

Carolina Tomoi – A mulher transforma-se gradativamente. E de objeto da tragédia masculina converte-se em sujeito de sua própria tragédia. Alexandra Kolontai, A Nova Mulher e a Moral Sexual Um telefonema a acordou. Estivera bem? Chegara bem em casa? Explicou que sim, excetuando as típicas dores nos pés após as caminhadas do dia anterior. MasContinuar lendo “Vermelhos”

Alma Terra

Por Jesuana Sampaio Tua morte noticiada é mais uma morte dentro. O fim é simbólico veio com os sonhos de artemísia. Morre, meu bem, morre dentro de mim e renasce como cão fiel, amigo incondicional. Renasce, quando muda teu nome e teu sentido e tudo agora é hoje, brotando do sagrado desconhecido da força queContinuar lendo “Alma Terra”

Calcanhar

por Ana Karina Manson Quando eu era criança achava que terror era quando meu avô dizia que iria nos colocar (eu e meus primos) a dormir com o calcanhar para trás. Dava tanto medo! Tempos de inocência. Mais tarde me dei conta que pouco pensava no significado da ameaça, nem pensava onde estava o calcanhar.Continuar lendo “Calcanhar”

Amor, substantivo abstrato

Carolina Tomoi- me desafio, me desafiei a escrever, um ensaio sobre o amor que sinto, ei-lo: Difícil é escrever sobre o amor. Não esse amor que se dedica a humanidade, amor geral e irracional por aquela massa insone e ingrata que retribui com ofensas e agressões tal um espelho invertido, em frente ao qual se mandaContinuar lendo “Amor, substantivo abstrato”

Fez entendedô?

Jesuana Sampaio – “Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além”Paulo Leminski Naquele dia eu não queria falar. Queria ser abençoada e ouvir as sabedorias do Caboclo Pai Guarani. Ele sentiu. Não precisei dizer nada. Quis saber as ervas que me acompanhavam, falei: bergamota e hortelã. Acenou positivoContinuar lendo “Fez entendedô?”

De dentro de mim

por Ana Karina Manson De dentro de mim grito, seco, vazio, silêncio. Me vejo de tão longe que não me alcanço. Estico o braço, As mãos, Em piedade. Nada. Não me ouço, não me vejo Nem sou. Busco em vão o que se perdeu Onde? Quando? Sem resposta… Encolho-me, pequena, inerte Palpita, dispara o coraçãoContinuar lendo “De dentro de mim”

Mulher Gombô…

Anabela Gonçalves- Eu sou mulher gombô Mulher sem moda, nem modelo, de riqueza  sem valor. Busco nos pensamentos caminhos,  pequenas mensagens no meu Orí. Sou de fuleragens, dengos,  quitandas  muvucas pito  rezo  bebo  oferendo. Cochicho ao cochilar  rezas em yorubá vivo em velhas cantigas o presente,  correntes   prendem ao libertar. Eu pergunto,   Dona Ginga sobreContinuar lendo “Mulher Gombô…”

Na máscara

Carolina Tomoi – para Gis – Laine, cujo traço marca toda terra da imaginação vejo olhos, testa, cabelos.  Vejo meias faces pela metade,  face meia.  ver faces assim, partidas. não. vejo as meias faces  olho faces inteiras.  Por trás da retina  fase completa  do banco de itens movo  e monto caras completadas face feita ocultaContinuar lendo “Na máscara”

amor

“E, se atravessara o amor e o seu inferno, penteava-se agora diante do espelho, por um instante sem nenhum mundo no coração.” Clarice Lispector por Celane Tomaz “eu sou o amor”ouviu e paroudiante da frase dita pela protagonista do filme visto no cinema numa despretensiosa tarde de terça-feira. tantos olhos todos os dias podem nosContinuar lendo “amor”


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