Armadura

-Mara Esteves Caminhava estampando em seu rosto, o maior sorriso que podia existir. Seu sorriso flecha, armadura e acalanto, que apesar de guardar um bocado de dores e desamores, reluzia riso farto de alegria. Iluminava até quem mais nublado caminhava pela vida. Os mais tolos, ofuscavam as vistas e faziam seus julgamentos: condenando que suaContinuar lendo “Armadura”

Do fundo de um quintal de várzea

– Mara Esteves São Paulo – Zona Sul.  Utopicamente em isolamento. 2020. Mês 10. Ano 4. Uma rosa vermelha abre-se em flor. Colore o cenário cinza e resiste em meio a outras espécies que padecem. A vida insiste em brotar em meio ao caos. As representantes resilientes da beleza,  nutrem formas de esperançar vida emContinuar lendo “Do fundo de um quintal de várzea”

Terra Rachada

Mara Esteves- Nesta terra rachada de histórias,  forjada no sangue, suor e luta existe um Brasil que lê e escreve agora a sua própria história. Na pedagogia do cotidiano,  talhando a vida para espantar a dor Que a palavra ganha corpo CorPoesia A palavra manifesta  Ecoa os gritos outrora reprimidos Agora em bando Celebra encontros,Continuar lendo “Terra Rachada”

Sendo rio

Mara Esteves– Te quero Livre e solta a percorrer a vida Sendo rio Seguindo seu próprio curso. Em tempos de cheia Transborda funduras. Deságua  Em cachoeiras e cascatas A procura do mar. Já na secura dos dias, Onde o sol castiga a pele e a terra, Ser riacho que desbrava caminhos Neblina densa, transmutando seu estadoContinuar lendo “Sendo rio”

Em estado Árvore

Soltando as amarras. Quebrando muros e destruindo cercas. Estruturas secas, camadas duras. O acúmulo em mim já não me pertence mais. Fragmentos que um dia fizeram parte do meu eu, se despedem para não retornar. Projeções e expectativas desenhando sonhos que se desmancham, tal qual as nuvens em tempos de ventania. E se a rajadaContinuar lendo “Em estado Árvore”

Só mais um grito.

Mara Esteves- As notícias se repetem em um ciclo que parece não ter fim. Mil e tantas mortes ao dia. Mil e tantas ontem, e infelizmente, talvez mil amanhã. São mais de mil vidas resumidas a números e compondo parte do cotidiano. Mil vidas sem nome, sem registro de suas honras e glórias. No início doContinuar lendo “Só mais um grito.”

Quando amanheci e vi Raoni da janela

Mara Esteves – Em 2017, junto com a turma que constrói cotidianamente a Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias, fui agraciada com a oportunidade de participar de uma formação em orçamento público e direitos humanos, oferecida pelo INESC (Instituto de Estudos Socieconômicos), em Brasília. Tinha consciência que a cidade projetada receberia representantes de diversos povos indígenasContinuar lendo “Quando amanheci e vi Raoni da janela”