Cordiforme

Jesuana Sampaio Antes que mares revoltos me roubem a paz, eu quero navegar em teus beijos e brotar na tua boca um desejo de sempre. Talvez, assim, desejante de teus cheiros, eu, enfim, não fuja da entrega. Antes que o medo me paralise, eu quero arrepiar tua pele e alimentar de suspiros duradouros teus ouvidos.Continuar lendo “Cordiforme”

Mulher Sábia

Jesuana Sampaio- Tenho memórias de mim tão bonitas que superam todas as que foram dolorosas. Deve ser teimosia cearense. Estes dias estava lembrando que mais ou menos com 17 anos eu dizia que era bruxa e sabia mover os ventos. Eu não entendia porque entre tantos poderes o meu escolhido envolvia o vento, em porqueContinuar lendo “Mulher Sábia”

Canto fora do tempo

Jesuana Sampaio – Joana matutava no pensamento quantos passos precisaria pra encompridar a estrada e ser retirante dela mesma. Nesse jogo de trocas que é a vida, o quê, quem seria prioridade? Ela esqueceu o que é ser prioridade de alguém. Aprendeu na solidão de uma grande metrópole a ser por ela mesma. Quem haveriaContinuar lendo “Canto fora do tempo”

A tristeza que urge

Jesuana Sampaio – Tem dias que a tristeza ganha nome, sobrenome e paradeiro. Eu estava triste. Queria um abraço de mainha ou ouvir ecoar seu sorriso. Queria pedir perdão por ter caído no conto do vigário de sonhar ser artista na cidade armada de concreto que dispara léguas e penas de morte. “O concreto urge”,Continuar lendo “A tristeza que urge”

Memórias de Algodão

Jesuana Sampaio – Quando eu era criança e a minha família já morava em Fortaleza, nas férias, íamos ao sertão de Paramoti, no Ceará. Mainha, minhas irmãs e eu. Mainha fazia uma cesta básica grande e lá íamos nós pra casa do tio João. Alegria quando chegava na Santa Fé. Depois era só avistar aContinuar lendo “Memórias de Algodão”

Algo mais bonito que o amor

Jesuana Sampaio – Fiquei a pensar sobre o infinito e não só, sobre algo mais bonito que o amor. Talvez só algo mais bonito que o amor possa explicar o infinito. Isso ficou dentro de minha memória poética por muitos anos. Hoje sei,  só há algo mais bonito que o amor capaz de explicar oContinuar lendo “Algo mais bonito que o amor”

Há um messias entre nós?

Jesuana Sampaio – VAGABUNDA.Ele me insultou com seu perfil fake após um poema desses que exaltam o sentimento profundo de humanidade frente à dor do luto.BURRA.ele me chamou com seu fake pseudônimo destilador de ódio.Uma amiga sugeriu que eu deveria mandá-lo tomar no cú.Toma no seu cu!Seria uma boa alternativa, talvez.Eu passei o dia todoContinuar lendo “Há um messias entre nós?”

Quero entregar ao mundo versos que abracem nosso isolamento

Jesuana Sampaio – Eu já fui uma garotinha triste sobrevivendo ao luto de perder quem eu amo. Eu já fui uma jovem dilacerada, cheia de dor por perder um amor. Eu já fui uma mulher que perdeu o sentido da vida e usou o fundo do poço para dar o próximo passo. Neste momento, euContinuar lendo “Quero entregar ao mundo versos que abracem nosso isolamento”

Eu terrorista

Jesuana Sampaio – A minha parte terroristapensava em uma bomba. Não sou tão boa assimque o mal não me habitee descompasse. A diferença é que pra issome falta coragem.A ideia cristã de pecado,de defesa da vidanão me deixa tirar a vidados que pouco se importamcom as nossasvidas. Eu terrorista,sem piedade,tacava fogo no mundo[no mundo deles].

Uma dor e uma voz coletiva

Jesuana Sampaio – Uma vez, no início da minha juventude, vivenciei uma situação abusiva ao terminar um relacionamento. Aquele rapaz, que se dizia meu companheiro, no auge da sua possessão e imaturidade ameaçou matar um amigo meu do qual ele tinha ciúmes, caso eu não voltasse para ele. Naquele momento, dentro de mim soou umContinuar lendo “Uma dor e uma voz coletiva”