O inferno das mulheres são os homens

Por Jesuana Sampaio Tem dias que nem escrever alivia o peso do mundo. Não há palavra que caiba o absurdo. Não há verso que elabore a violência, o medo dos homens, a dor de atitudes preconceituosas, transfóbicas, homofóbicas, a agressão contra mulheres. É como se fosse a miséria da palavra, o vazio incapacitado transbordante. TemContinuar lendo “O inferno das mulheres são os homens”

Emprestem-me um coração labareda

Por Jesuana Sampaio Alguém me empresta um coração? O meu, tá cansado. Talvez, só por hoje, por ontem.  Emprestem-me para o amanhã,  Para os sonhos meus, tão nossos. Emprestem-me um coração cheio de vigor juvenil, de esperança.  O meu tá um tantinho assim cansado.  Talvez do hoje, talvez incrédulo, talvez. Emprestem-me um coração labareda,  motim,Continuar lendo “Emprestem-me um coração labareda”

Peneirando Opostos

Por Jesuana Sampaio “Onde está este lugar? Onde está essa luz? Se o que vejo é tão triste e o que fazemos tão errado? E me disseram: Este lugar pode estar sempre ao seu lado e a alegria dentro de você porque sua vida é luz.” Renato Russo. Um par. Pares. Opostos. Luzsombra Sombraluz. SoluaContinuar lendo “Peneirando Opostos”

Mesmo quando não consigo ouvir

Jesuana Sampaio A minha boca é capaz de dizer adeus mesmo que meu corpo demore a não desejar mais a sua pele e o meu cotidiano a entender a tua ausência. Parte de mim só espera viver bons momentos mesmo que a fórmula para isso ainda esteja se construindo. Algo em mim ainda divaga sobreContinuar lendo “Mesmo quando não consigo ouvir”

JANELAS

Texto publicado originalmente em 04 de dezembro de 2020 Jesuana Sampaio- Caminham no teu rosto bonito os meus dedos na tentativa de gravar nas minhas digitais teus desejos. Encosto o meu terceiro olho no teu e a lua nos confidencia que está cheia em gêmeos. As janelas das nossas almas, abertas. Tanto encanto, tanto! TantoContinuar lendo “JANELAS”

MULHER SÁBIA

Texto publicado originalmente em 26 de junho de 2020 Jesuana Sampaio- Tenho memórias de mim tão bonitas que superam todas as que foram dolorosas. Deve ser teimosia cearense. Estes dias estava lembrando que mais ou menos com 17 anos eu dizia que era bruxa e sabia mover os ventos. Eu não entendia porque entre tantosContinuar lendo “MULHER SÁBIA”

Todos os dias um Jesus nasce nas periferias

Por Jesuana Sampaio “Gosto de pensar o natal como um ato de subversão, um menino pobre, uma mãe solteira, um pai adotivo…” Dom Helder Câmara Todos os dias um bem-te-vi desconhecido me dá bom dia… Todos os dias um Jesus nasce nas periferias, Empobrecido por um sistema opressor E desigual. Filho de mãe solteira, SemContinuar lendo “Todos os dias um Jesus nasce nas periferias”

Janelas

Por Jesuana Sampaio Caminham no teu rosto bonito os meus dedos na tentativa de gravar nas minhas digitais teus desejos. Encosto o meu terceiro olho no teu e a lua nos confidencia que está cheia em gêmeos. As janelas das nossas almas, abertas. Tanto encanto, tanto! Tanto que o balançador da praça foi nosso confidente,Continuar lendo “Janelas”

Chamado às inteirezas

Por Jesuana Sampaio Te peço, ama as minhas sombras. Ama as minhas sombras porque as minhas luzes muitos hão de amar. Te peço, ama as minhas fraquezas. Ama as minhas fraquezas, meu mau-humor matinal e minha preguiça de acordar cedo, às vezes. Te peço, ama a minha solitude. Ama a minha solitude e a minhaContinuar lendo “Chamado às inteirezas”

Coração Mundo

A romã que cai o fruto antes de madurar Me diz que tudo bem não estar pronta às vezes. A murta quando me conta que a chamam de falsa dama da noite Me lembra que isso é só o que dizem sobre ela. O cedro quando lamentam suas folhas espetarem de leve Me diz queContinuar lendo “Coração Mundo”

Peso

Jesuana Sampaio Hoje pesou. Pesou ser mulher, periférica e sozinha. Pesou andar na rua sozinha tarde da noite. Medo, violência, solidão. Pesa ter sempre que enfrentar o mundo pra ele não me engolir. Ser sempre forte, pesa. Hoje eu me permito ser fraca mas só depois de estar segura em minha casa. Amanhã, amanhã sereiContinuar lendo “Peso”