ELAS SÃO MAIS QUE ELOS

Juliana da Paz –  – No confronto com o mundo sempre há quem lhe socorra, não é?  – Não. Nem sempre. Às vezes tive que me ver comigo mesma. Mas, na maioria das vezes tive uma, algumas, muitas mulheres ao meu redor que sempre ficaram e não fugiram. Que suportaram a tensão que causo, queContinuar lendo “ELAS SÃO MAIS QUE ELOS”

Escárnio

Juliana da Paz – Uma amiga me envia um vídeo no celular. Abro e o ator do vídeo começa seu texto:“Hoje o céu amanheceu lindo demais. De um azul profundo, agudo! Só não me afundo nele tanto quanto mergulho no meu próprio umbigo. A coragem de levantar e fazer exercícios logo vem. Tenho histórico deContinuar lendo “Escárnio”

Flor da Paz

Juliana da Paz –           Adoro ouvir Histórias de mãe, porque, geralmente, são assim, Histórias com H maiúsculo. São de um passado tão presente na pele, na veia, na vida de agora. Ela ME conta sempre que conta Histórias nossas, de nossa família. Eu catuco mesmo, sempre tentando ir mais longe, mais fundo, mais! OContinuar lendo “Flor da Paz”

Foi-se que corta

Juliana da Paz – É tanta peleja Pra ganhar o pão Aquela gana de matar patrão Que é só mais um trouxa Numa roupa padrão De moral frouxa Debaixo dos panos Ele não é mais que qualquer humano E o que somos? Senão vulneráveis Comidas de vermes Pós retornáveis Lutando ad eterno Contra a morteContinuar lendo “Foi-se que corta”

Mariana, para uma mulher todo medo é pouco!

Juliana da Paz – – Quantos receios me trouxeram até aqui? Pergunta-se Mariana ao observar sua bolsa tão cheia de coisas. Um mundo de medos ali dentro: guarda-chuva, tarot, agenda, remédio, olho de boi, absorvente, hidratante, pente, refrescante bucal, escova de dente, fio dental. Leva roupa de frio, mesmo em dia quente. Super precavida, acumulaContinuar lendo “Mariana, para uma mulher todo medo é pouco!”

Virada de ano em Maceió

Juliana da Paz – Foi uma noite de festa. Toda nossa pequena rua Marcos Aurélio na casa da Vânia, esposado finado Cícero. Lá sempre ocorriam grandes festas com forró e axé das 19hs às 4hs da manhã. Todas as famílias da ruazinha comungavam da falta de solidão. Tinha caldo de mocotó, sarapatel, cerveja refrigerante, muitosContinuar lendo “Virada de ano em Maceió”