As palavras

As vezes meu peito se inflama   De um aperto desesperador  Alguns chamam de saudades  Não é sobre lembrar do tempo Em que você esteve aqui  A falta que me mata  É recordar de quem eu fui Naqueles dias ensolarados  A dor da perda é saber  Que  quando você fez suas malas  Levou por engano  meus Utensílios Fé,Continuar lendo “As palavras”

FORASTEIRO

Texto publicado originalmente em 09 de desembro de 2020. Elisa Dias- Estávamos frente a frente, eu titubeava, as palavras faziam rodeios na tentativa  de camuflar a minha aflição, meus anseios  e receios, com meus sentidos paralisados e meus instintos  famintos da fome do homem, salivava ao lembrar o gosto da sua saliva, entre palavras e risos eu  criava umContinuar lendo “FORASTEIRO”

DERRADEIRA PRIMAVERA

Texto publicado originalmente em 6 de junho de 2020. Elisa Dias- Eu carrego comigo uma alma saudosista que vive revirando as gavetas do meu passado. Memórias sempre são revividas e acessá-las me traz um misto de sensações que é difícil descrever. Chego tão fundo dentro de mim que sempre me afogo no mar que sou,Continuar lendo “DERRADEIRA PRIMAVERA”

TERRA DOS COLIBRIS

Texto publicado originalmente em 1 de julho de 2020. Elisa Dias- Eu venho de um lugar onde mora o Sol, atrás das cordilheiras e desertos, no horizonte alaranjado do fim da tarde.  O lugar de onde eu venho  não existe medo da morte ou ao menos a morte, não existe velhice, nem marcas do tempo,  todosContinuar lendo “TERRA DOS COLIBRIS”

Primeiro de outubro

Elisa Dias- Menino Bonito dos óio cor de matoDeixa eu morar no seu abraçoDeixa eu te contar, do meu cansaço Atalhos e ruas que pegueiComo cheguei eu já não seiMais pairei na tua canção Vem fazer um dueto comigoVem ser o meu melhor amigoTe contar os meus segredosOs meus mais milhões de medos… Logo EuContinuar lendo “Primeiro de outubro”

Forasteiro

Estávamos frente a frente , eu titubeava as palavras fazia rodeios na tentativa  de camuflar a minha aflição, meus anseios  e receios , com meus sentidos paralisados e meus instintos  famintos da fome do homem, salivava ao lembrar o gosto da sua saliva, entre palavras e risos eu  criava um monólogo com falas  decoradas, acontece que ele me revirava  do avesso  deContinuar lendo “Forasteiro”

Poeira Estelar

Em qualquer noite dessas  quando debruçar em sua varanda e olhar o céu estralado se ainda lhe couber espaço o brilho que vê de poeira  estelar possa te levar alguma recordação minha, e no breu da noite que o vento te sopre os versos que escrevíamos,  e ficaram perdidos nas batidas descompassadas do tempo. Eu não sei emContinuar lendo “Poeira Estelar”

A Estação de trem

Acho que parei no tempo e não percebi  que o tempo não parou em mim,  as estações mudaram,  o trem partiu inúmeras e incontáveis vezes,  embarcações chegaram no cais as ondas morreram na praia, a lua mudou de fases, os planetas se alinharam em diferentes órbitas, até as linhas do destino das minhas mãos mudaram de direção. Por medoContinuar lendo “A Estação de trem”

Quando o amor acaba

De braços abertos  como quem recebe o mundo, me preguei numa cruz e fui flagelada feito Jesus , que morreu por amor aos que nunca  o teve amor, perdoou quem nunca mereceu e nem pediu seu perdão, escrito nas profecias das profundezas do teus olhos,  Judas que és, fui traída com o beijo mais doceContinuar lendo “Quando o amor acaba”

Capitão do Mato

Quando o cordão se rebentou  No solo são simplicidade  Nasceu o amor  Barro pó, Sertão  Bahia, Minas Gerais  Lendas de uma terra Antiga  Que nem existe mais  Perna de pau  Capitão do mato  Não joga mais capoeira  Na ribeira  Hoje brinca no asfalto  Capitão de arei  Curumim do mato  Cabocla serei  Miguilim descalço  È comoContinuar lendo “Capitão do Mato”