Abraços

por Ana Karina Manson “Não aguento mais ficar aqui como uma margarida num jardim de móveis”, disse a menina cansada de ficar em casa. Ela sabe das razões desse isolamento, é inteligente, sabe que precisa se proteger e sabe mais ainda: precisa proteger aos outros, principalmente os mais velhos; principalmente sua avó querida. Há entreContinuar lendo “Abraços”

As dores não são imaginárias

Ana Karina Manson As amigas de escola da minha caçula se tornaram “amigas imaginárias”. Ao longo do dia a pequena brinca e conversa com elas como se estivessem ao seu lado. Saudades dos dias de escola. São tempos de pandemia; amigos imaginários, amores imaginários, abraços imaginários. Queria escrever sobre o poder de nossa imaginação emContinuar lendo “As dores não são imaginárias”

QUEBRA-CABEÇAS

Ana Karina Manson – Ela era menina ousada. Cheia de planos desde pequena. Há quem diga que a culpa fosse da mãe: Dona Esperança era cheia de botar sonho na cabeça da menina. Dizia que a filha ia ser miss quando crescesse e lá estava a menina se olhando no espelho toda, toda. Outras vezesContinuar lendo “QUEBRA-CABEÇAS”

Vó era analfabeta

Ana Karina Manson – Dias desses aqui em casa cismaram de querer fazer pão. Já quase imediatamente vai alguém buscar na “internet” uma receita e mais outra e mais outra. Logo um lembrou-se do livrinho de receita que a mãe tinha. Com todo capricho, só faltava desenhar os bolos e tortas. As páginas até amareladasContinuar lendo “Vó era analfabeta”

Domingo

Ana Karina Manson – Há pessoas que precisam do sol para se sentirem vivas, outras do mar, outras da estrada. Eu preciso da casa dos meus pais. É lá que recarrego minhas energias; lá me conecto pelo olhar, pela voz, pelo abraço deles com algo que transcende minha existência.Portanto, após um mês longe deles, devidoContinuar lendo “Domingo”

Cabelinho de fogo

Ana Karina Manson – — Estava falando com aqueles bichinhos que ficam no nosso quintal. Mas eu não estava conseguindo escutar… Disse a menina e seu olhar completava a frase que a mãe pronunciou sorrindo: — Eles falam muito baixinho, não é? — Sim, são as formigas – respondeu também sorrindo a pequena de cincoContinuar lendo “Cabelinho de fogo”

A vida acontece de perto

Ana Karina Manson – Se eu te perguntasse qual é a sua melhor lembrança da escola, o que me diria? Suponho que alguns recordariam aquele amigo engraçado que sempre fazia toda a turma rir; outros lembrariam do coração batendo forte ao reconhecer o primeiro amor; há quem também se lembrasse daquela amiga que te ajudouContinuar lendo “A vida acontece de perto”

Trombas d’águas

Ana Karina Manson – Há alguns anos visitei Paraty e, não sendo a primeira vez, já conhecia a beleza da cidade, o clima agradável, a parceria entre história e cultura que nos invade pelos poros sem que percebamos. Todavia, nessa visita em questão o que me invadiu foi algo que tenho dificuldade em explicar. PoisContinuar lendo “Trombas d’águas”

Pelas despedidas

Ana Karina Manson – Quando ele falou com olhos marejados sobre as tantas mortes em um país distante, cujo funeral para a despedida dos familiares é impedido, ela navegou nesse mar que nele brotava e viu seu medo de ser um desses. E também ela temeu nunca mais abraçá-lo e menos ainda cumprir o ritualContinuar lendo “Pelas despedidas”