Sol, Lua

por Ana Karina Manson

Um dia ela nasceu em outra vida

e já não pode ser a mesma.

Nunca mais.

Seus olhos neblinaram

e nunca mais viu o sol nascer

nos azuis.

Sorria,

mesmo sem sol.

A lua ainda iluminava

suas noites insones.

Já não sonhava futuro.

Nascer sempre doía.

Sangrava.

E não se pode voltar à semeadura

depois do fruto brotar.

Menos ainda se pode colher,

apressar o amadurecer

da natureza

de cada um.

O tempo tornara-se inimigo.

Quisera caminhar em seu ritmo,

mas Ele era senhor de si.

Ele sabia o nascer

e o morrer

de cada coisa.

Era vã a pressa dos dias.

Teve de aprender o relógio

dos ventos

das folhas caírem

do aquecer da pele.

D e – v a – g a r

Teve de aprender a nascer

depois de já morrer

algumas noites de lua.

3 comentários em “Sol, Lua

  1. Un precioso poema en sus sentimientos, emociones ocultas, esa visión de vida que transcurre y se pierde entre las infinitas dimensiones que ni recordamos al nacer, ni conocemos con el fin en este mundo. Y ese tiempo que se niega hacia un camino con otro rumbo. Me has conmovido con las poesía de Ana Karina

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