PARIR-SE

As duas Fridas, Frida Kahlo

Texto publicado originalmente em 12 de julho de 2020

Ana Karina Manson

Dói parir

No cortar cebola com ligeireza

Sob a luz do abajur nossa conversa

Nas palavras com tanta firmeza

Na vida que passa depressa.

Dói parir

Todo dia o filho novo

Que se renova em gestos

E ao seu encontro me movo

E em seus olhos me gesto.

Dói parir

Minha mãe em mim

No cheiro do coentro

Na louça lavada

No que há por dentro

Na vida lutada.

Dói parir

Mas depois é júbilo

Ter-me mãe em meus braços

Recém-mãe-nascida

A cada dia, a cada passo.

Ouça “Parir-se” na voz da autora:

Um comentário em “PARIR-SE

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