Cidade triste

Aqui tudo tem seu nome e seu rosto 

 Os monumentos da cidade os prédios 

Até a cor dessa tarde fria de Sábado 

Eu ouço uma canção qualquer no rádio enquanto a inércia me move junto com os vagões do metrô  para lugar nenhum, 

Daí me pego de mãos dadas com a saudades 

O vento  trás teu seu cheio, frescor de hortelã,  sinto falta até do que nunca vivemos e de fazer planos,  sempre com a esperança de dias melhores. Sabe , è que não faz tanto tempo assim, mais era reconfortante te aguardar as  8 da noite no meu portão, nunca tínhamos um caminho certo mais de alguma forma sabíamos sempre aonde ir,  eu ia guiada pela tua estrada, que nunca me levou a lugar algum, apenas me distanciou de mim. 

E quantas vezes eu me deixava para outra hora, pra te acalantar no peito meu, secar teu pranto engolir, meu choro pra dar espaço ao seu lamento. 

Eu que escrevi seu nome nas constelações pro mundo te ver bilhar, feito Ícaro  voei perto de mais do Sol e minhas das de cera não me sustentaram no ar, você é o fogo da destruição.

 Eu tropeço nos devaneios e labirintos dos meus pensamentos e logo me esqueço pra onde estou indo, já que  todos os grafites  da cidade parecem ter seu rosto e seu nome assinado, o farol quebrado que lerda a minha chegada no trabalho,  os bares lotados de bocas que abre e fecham e me parecem nunca terem nada a dizer, e a preguiça dos domingos, as horas que caminham lentamente, com seus milésimos de segundos infinitos a me torturar,  sua ausência tem gosto de morte, eu sei pois já beijei a boca dela quando ainda tinha vida . 

Te conheço há tanto tempo  até parece que é um pedaço perdido de mim,  e se você pudesse te enxergar com os meus olhos, não precisaria enfeitar a feiúra da sua vida com mentiras e contratos prontos , aceitaria seus defeitos e não  enganaria ha mais ninguém.
E enquanto eu não encontro novas cores para colorir meu murro que vc tingiu de cinza, eu caminho nessa cidade que se tornou o ligar mais triste, me perdendo no agora e no alheio, tropeços nos meus passos e aos poucos encontro o rumo de casa.

2 comentários em “Cidade triste

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