Bolero

Juliana da Paz

Se a intenção
Da reaproximação
Era só machucar
Pode continuar
Que está dando certo!
E se doer me abala
Certeza que não mata
Não sou feito a estátua
Nem mesmo a dor me cala
E essa terceira
A quem, comigo trairias
Pobre coitada não queira
Deixar de ser bailarina
Que em sua mão dança
Mas você logo se cansa
Troca por outra menina
Já a minha pretensão
Desejar-te todo o mal
Mas meu nobre coração
Só espera o carnaval
No qual daqui a velhice
Estarás desfilando
No cordão da canalhice
De nada adianta receber
Meus recados e não ler
Não que seja meu querer
No caminho que escolhestes
Lendo ou não meus bilhetes
Quem vai doer é você!

Ouça, dramaticamente, lido pela autora.

3 comentários em “Bolero

  1. Eu sabia que era uma canção! Senti, quando li, confirmei ao ouvir. Coisa linda! manas, bora para parte 2 do projeto, montar uma banda! kkkk. Amei essa dança, entre o querer e não querer, o amor e desamor, da vontade de sair cantando e experimentando no corpo esse poema-canção!

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