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Fez entendedô?

Jesuana Sampaio – “Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além”Paulo Leminski Naquele dia eu não queria falar. Queria ser abençoada e ouvir as sabedorias do Caboclo Pai Guarani. Ele sentiu. Não precisei dizer nada. Quis saber as ervas que me acompanhavam, falei: bergamota e hortelã. Acenou positivoContinuar lendo “Fez entendedô?”

De dentro de mim

por Ana Karina Manson De dentro de mim grito, seco, vazio, silêncio. Me vejo de tão longe que não me alcanço. Estico o braço, As mãos, Em piedade. Nada. Não me ouço, não me vejo Nem sou. Busco em vão o que se perdeu Onde? Quando? Sem resposta… Encolho-me, pequena, inerte Palpita, dispara o coraçãoContinuar lendo “De dentro de mim”

Mulher Gombô…

Anabela Gonçalves- Eu sou mulher gombô Mulher sem moda, nem modelo, de riqueza  sem valor. Busco nos pensamentos caminhos,  pequenas mensagens no meu Orí. Sou de fuleragens, dengos,  quitandas  muvucas pito  rezo  bebo  oferendo. Cochicho ao cochilar  rezas em yorubá vivo em velhas cantigas o presente,  correntes   prendem ao libertar. Eu pergunto,   Dona Ginga sobreContinuar lendo “Mulher Gombô…”

Na máscara

Carolina Tomoi – para Gis – Laine, cujo traço marca toda terra da imaginação vejo olhos, testa, cabelos.  Vejo meias faces pela metade,  face meia.  ver faces assim, partidas. não. vejo as meias faces  olho faces inteiras.  Por trás da retina  fase completa  do banco de itens movo  e monto caras completadas face feita ocultaContinuar lendo “Na máscara”

amor

“E, se atravessara o amor e o seu inferno, penteava-se agora diante do espelho, por um instante sem nenhum mundo no coração.” Clarice Lispector por Celane Tomaz “eu sou o amor”ouviu e paroudiante da frase dita pela protagonista do filme visto no cinema numa despretensiosa tarde de terça-feira. tantos olhos todos os dias podem nosContinuar lendo “amor”

Breve dança

Por Jesuana Sampaio “Irá aparecer uma geração de sacerdotisas capazes de entender novamente a linguagem da alma” Jung. Fechei os olhos para sentir o tempo. Ele me disse que só ele tem todo o tempo do mundo. Eu, pequenina, breve serei poeira. Diante da brevidade, o que farei com a minha alma? Pagarei os saldosContinuar lendo “Breve dança”

Seu nome

por Ana Karina Manson Ela não ousou dizer seu nome como se ao fazê-lo, denunciaria a si mesma. Foi assim. À pergunta de qual era o nome do novo amigo, ela se calou, disse qualquer coisa, desconversou, o que podia dizer, menos o nome, como se ao dizê-lo já seria um pecado, já seria dele.Continuar lendo “Seu nome”

a sós

por Celane Tomaz lembro-medas tantas que eu era, enquanto transito entre as outras e tateio seus mundos.mesmo assim, estou a sós. da minha noite, mesmo nos escuros do dia, adentro a luz que me devolve a mim, a luz que me gera, a luz que me lembra que estou viva.dou a mim da minha própriaContinuar lendo “a sós”

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